Arquivo em Setembro 24, 2020

Conhecimento: VACINA SPUTNIK, SATÉLITE SPUTNIK… AFINAL, O QUE QUER DIZER SPUTNIK?

Mega : Seria a corrida por uma vacina para a covid-19 a nova versão da corrida espacial, que acirrou os ânimos entre os Estados Unidos e a União Soviética durante a Guerra Fria? Lendo o nome Sputnik V nas manchetes, podemos pensar que sim: esse foi o batismo que o governo de Vladimir Putin escolheu para seu projeto de vacina, que está nas fases finais de testes, já foi aprovado pelas autoridades do país e deve ser produzida aqui no Brasil, no Paraná.

Mas também é o nome do primeiro satélite artificial do mundo, lançado em 1957, dando início à corrida espacial. Meses depois, o satélite Sputnik 2 levaria o primeiro ser vivo ao espaço, a cadelinha Laika. Já as missões russas que levaram pessoas ao espaço — Yuri Gagárin foi o primeiro deles, ficando mundialmente famoso, e Valentina Tereshkova foi a primeira mulher, logo depois dele — foram batizadas com o nome Vostok. Mesmo assim, foi o nome Sputnik ficou mais marcado como símbolo das glórias soviéticas.

Então, agora que a Rússia (não mais soviética) voltou a utilizá-lo, muita gente está se perguntando: qual o significado da palavra Sputnik.

Companheiro de viagem

A gente não tem um dicionário de russo à mão para procurar a definição exata da palavra, mas todas as fontes jornalísticas encontradas afirmam que essa é a tradução da palavra “spútnik” (pronunciada assim, com mais força no “u” e não no “i”): companheiro de viagem. Faz todo sentido para os satélites, não é mesmo?

Além disso, é importante mencionar que o próprio Putin já utiliza a mesma palavra desde 2014, para batizar a agência de notícias de seu governo.

Quanto ao uso do termo para batizar a vacina Sputnik V, não há nenhuma explicação oficial. Mas esse é um daqueles casos em que “para bom entendedor, meia palavra basta”: o governo russo quer mostrar que, novamente, largou primeiro em uma corrida importante para a humanidade.

O professor de sociologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Yurij Castelfranchi, em entrevista ao portal UOL, explicou: “É um grande truque. Ele relembra um grande momento de orgulho nacional, constrói uma identidade coletiva e, ao mesmo tempo, dá uma cutucada gigante num momento de tensões de política internacional”.

De fato, quando os primeiros satélites soviéticos foram lançados, o impacto no Ocidente foi enorme: estimulou a criação da NASA, a agência espacial norte-americana, e uma promessa do então presidente John Kennedy de que os Estados Unidos levariam o homem à lua. Foi o início da corrida espacial.

Preocupante: Desemprego diante da pandemia tem alta de 27,6% em quatro meses, aponta IBGE

O Brasil encerrou o mês de agosto com cerca de 12,9 milhões de desempregados, 2,9 milhões a mais que o registrado em maio, o que corresponde a uma alta de 27,6% no período. É o que apontam os dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já a população ocupada no mercado de trabalho foi estimada em 82,1 milhões de pessoas, acumulando redução de 2,7% em relação a maio, quando este contingente somava cerca de 84,4 milhões de pessoas.

País encerrou agosto com o maior número de desempregados desde que o IBGE começou a analisar o desemprego na pandemia — Foto: Economia/G1

Com isso, a taxa de desocupação ficou em 13,6%, a maior no acumulado mensal desde então.

Entre as cinco regiões do país, as maiores taxas foram observadas no Nordeste (15,7%), no Norte (14,2%) e no Sudeste (14,0%). Já as regiões Centro-Oeste (12,2%) e Sul (10,0%) tiveram taxa inferior à média nacional.

O IBGE destacou que a Região Sul foi a única a apresentar queda da população desempregada na passagem de julho para agosto.

Prefeitura inaugura Prato Amigo nesta quinta-feira (17)

O prefeito ACM Neto entrega nesta quinta-feira (17), às 10h30, a nova sede do Prato Amigo. Localizado em Brotas, na Rua da Polemica, 396, Jardim Bela Vista, a unidade foi estruturada para atender de forma adequada as 320 entidades assistenciais cadastradas pela Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre). Na ocasião, o prefeito estará à disposição da imprensa para falar das medidas contra a Covid-19, inclusive para tratar da campanha eleitoral em meio à pandemia.

 

Para implantação da unidade, foram investidos R$1,7 milhão pelo município. O equipamento conta com um galpão com 580 metros quadrados, câmara fria para armazenar congelados com 20 metros quadrados, além de espaços setorizados e bem estruturados para recepção, triagem, higienização e armazenamento dos alimentos.

Absurdo! Ex-funcionária é condenada a pagar mais de 15 mil reais à empresa após denunciar racismo

Yahoo – A mestre em linguística Luanna Teófilo, formada pela Universidade de Sorbonne, na França, trabalhava como executiva comercial na multinacional PR Newswire, com sede nos Estados Unidos. Após ser vítima de racismo e denunciar o crime, ela foi condenada a pagar R$ 15.185,62 à empresa.

O crime aconteceu em 2016, quando a diretora geral da companhia, Thais Antoniolli, fez afirmações racistas e usou do cargo para constranger a funcionária, especificamente sobre suas tranças. A expressão “Tira Isso!” usada pela diretoria para discriminar a funcionária diante da equipe virou nome de uma página criada para denunciar casos de racismo corporativo. A página teve que sair do ar depois que a empresa processou Luanna e o Facebook.

Luanna foi demitida em outubro de 2016, em nota, após a repercussão da denúncia de racismo na rede social. A empresa disse, na época, que possui código de conduta e políticas internas para estabelecer “bom convívio no ambiente de trabalho” e ainda “dedicou todos os esforços para elucidar o episódio, que está totalmente esclarecido”.

Quase quatro anos depois e por ter sido processada pela empresa, a vítima, que é especialista em tecnologia na área de produtos, foi condenada na justiça trabalhista mesmo diante da pandemia da Covid-19, o novo coronavírus.

“Se em algum dia alguém ousar dizer que este país não é racista, não se esqueça que uma trabalhadora foi discriminada pelo seu cabelo e identidade preta, humilhada diante de seus colegas, escoltadas para fora de seu local do trabalho, processada três vezes por dizer a verdade e condenada a pagar uma indenização que certamente será contada como lucro pela empresa, afinal no Brasil racismo dá dinheiro”, escreveu Luanna, em sua conta no Facebook.

A ex-funcionária e vítima de racismo foi processada três vezes pela empresa e pela diretora geral da companhia; Uma no juízo cível, onde a ação foi julgada improcedente, e duas vezes na justiça do trabalho. A primeira reclamação foi considerada improcedente e a segunda condenou a trabalhadora em primeira e segunda instância.

“Mais importante que a minha condenação é o impacto dessa jurisprudência, que poderá ser usada contra qualquer trabalhador que denuncie o assédio e discriminação no trabalho”, considera Luanna.

‘Por se posicionar, você perde tudo’

A situação vivenciada por Luanna não é um caso isolado. A exemplo do caso do ginasta Angelo Assumpção, de 24 anos, que atuou pelo Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, durante 16 anos, construindo uma carreira vitoriosa, até ser demitido no final de 2019.

Assumpção foi desligado um mês antes do fim do contrato e após denunciar a rotina de racismo e discriminação vivenciada por ele dentro do clube desde 2015, quando fazia parte da seleção brasileira de ginástica.

“Não posso negar que vivi coisas maravilhosas dentro da seleção e do Pinheiros. Mas a sociedade não tem o letramento para lidar com o racismo. Ele é estrutural, está entranhado. De um dia para o outro, por se posicionar, você perde tudo. Todo mundo está empregado e eu não! Eu sou culpado por me posicionar sobre o que me machuca? Não dá para entender. A gente fica muito triste, porque não foi um caso isolado. Não foi a primeira vez”, afirmou o atleta, em entrevista à Folha de S. Paulo.

O ginasta foi hexacampeão pelo clube e teve depressão por conta do racismo e da reação da sociedade em silenciá-lo e culpá-lo por se posicionar a respeito do vídeo onde outros atletas faziam comentários racistas sobre ele.

“Aquilo é racismo, não é brincadeira. As pessoas não têm vergonha de cometer racismo. Elas têm vergonha de serem apanhadas. E se você toma uma atitude? ‘Quer ferrar a vida do cara’, ‘vai acabar com a carreira do cara?’, a gente escuta isso. E a minha? O racismo está acabando com a minha vida. E quem está preocupado?”, afirmou Assumpção.

Uber disponibiliza viagens gratuitas a vítimas de violência doméstica até final de 2020

Com aumento de casos de violência doméstica, em meio a pandemia do novo coronavírus, muitas mulheres estão dividindo espaços com seus agressores. Mas, para tentar conter o ciclo de violência, Uber anunciou, durante coletiva de imprensa on-line Uber Destino 2020 nesta quinta-feira (3), que vai manter até o final deste ano uma ferramenta que disponibiliza corridas gratuitas para mulheres em situação de vulnerabilidade e que precisem se deslocar.

Segundo a diretora-geral da Uber Brasil, Claudia Woods, as vítimas receberão um código de viagem grátis para que ela possa ir a uma delegacia, hospital. Já contamos com mais de 3330 mulheres atendidas nessa ferramenta”, explicou.

Ainda conforme a Claudia Woods, a Uber disponibiliza um chatbot, que simula uma conversa com uma amiga no WhatsApp, e verifica se há uma situação de violência. Em seguida, é disponibilizado o código.

Enfrentamento ao coronavírus

Com a inesperada pandemia do novo coronavírus, que há cerca de seis meses está presente no cotidiano do mundo inteiro, a adaptação e inovação ganharam atenção de quem precisa se manter financeiramente e com segurança. Para os entregadores e motoristas da Uber não foi diferente, a plataforma investiu R$ 50 milhões só aqui no Brasil durante o período da pandemia, com foco principal na segurança à saúde de parceiros e usuários.

“Em tempos de Covid, a segurança é uma responsabilidade de todos, assim todos podem seguir sua viagem com tranquilidade e segurança”, disse Claudia Woods, diretora da Uber, durante uma coletiva de imprensa on-line, nesta quinta-feira (3).

A porta-voz informou que para isso, a plataforma investiu R$ 11 milhões, que foram distribuídos para motoristas e entregadores que se infectaram com a Covid-19 e, portanto, tiveram que se afastar do trabalho e permanecer em casa, e para os trabalhadores que se enquadram como grupo de risco.

No entanto, os parceiros, que continuaram rodando pelas cidades brasileiras, receberam uma contribuição nos materiais de higiene, como álcool em gel e máscaras de proteção. Além disso, a Uber instala diariamente cerca de 1.300 divisórias nos veículos para criar uma barreira física entre motoristas e usuários: “sempre visando os dois lados da moeda”.

“Mais importante que a quantidade, é como foram investidos. Reembolsamos o custo da máscara e álcool em gel. Já os parceiros que preferiam ir ao nosso ponto de encontro, nossos centros de higienização, que estão em mais de 10 cidades, tanto entregadores quanto motoristas podem passar lá pra retirar kits”, afirmou Claudia.

Assegurando deveres de usuários e garantindo a proteção e todos
Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a máscara de proteção é um dos mecanismos mais importantes para conter a disseminação do vírus, segundo infectologistas.

Pensando nisso, a Uber anunciou uma nova ferramenta do aplicativo que vai checar se usuários estão utilizando a máscara. Assim como já está sendo feito com os motoristas.